O dia que Taylor Swift achou de bom tom flertar com a extrema direita

Taylor Swift x Scott Borchetta x Scooter Braun

Fusões

Lixão do André

OpinIão de merda

Positivity

Pablo Alborán.
Músicas usadas: “No Vayas Ser” e “Vivir”.

Tu tá zoando que você tem algo ruim pra falar dela?!

Sério?

André abre o episódio falando sobre uma matéria da Variety, Inside the Dirty Business of Hit Songwriting onde compositores expõe grandes artistas por obrigarem eles a incluir eles nos créditos como produtores e compositores das músicas mesmo quando eles não participam do processo criativo. Isso se dá para garantir valiosos royalties mas também porque é essencial para imagem de uma estrela ser visto como um “artista completo”, responsável integralmente pelo seu próprio material. Depois anedotas de Dolly Parton e Elvis Presley nos anos 60 e de destacar os pontos mais importantes da matéria, André dá nome aos bois dos artistas que nem sempre compõem suas músicas apesar de sempre terem créditos.

E, correndo o risco de ser cancelado definitivamente, André aponta uma das artistas que tem enorme reputação na imprensa por fazer isso: Beyoncé.

Guerra de streamings

“Caroline Life: Her Life & Death””

O meu documentário favorito de todos que assisti, ele está disponível no 4oD para quem mora no Reino Unido ou tem VPN mas também está disponível no YouTube, infelizmente sem legendas

 

Entrevista com Meghan Merkle

No Brasil, a entrevista está disponível no GloboSat Play para assinantes de pacotes de TV a cabo que incluem os canais da GloboSat. Para quem tem VPN e não se incomoda em ver sem legendas ou apenas com legendas em inglês, a entrevista está temporariamente disponível no Hulu dos EUA e no ITV Player no Reino Unido.

Personagens da semana

  • Seguindo a cartilha da “fabricação do consenso” explicada por Noam Chomsky, a imprensa e o establishment britânico se juntou para criar enorme comoção em torno da morte do Principe Phillip. Não deu certo: o público desligou a TV para não ter que assistir a cobertura excessiva.
  • Já a comoção em torno da morte do DMX surpreendeu, com o catalogo dele tomando conta do top 50 do Spotify e do Apple Music nos EUA. Histórias sobre ele — como o dia que ele ajudou uma garota escoteira ou ajudou os funcionários do Waffle House a faxinar o restaurante em plena madrugada — viralizaram nas redes sociais.

Lixão da semana

O hit “Disco Arranhado” de Malu. Eu esperava outra coisa de uma homenagem as caminhoneiras…

Lançamentos da semana

  • Na música, o maior lançamento da semana foi “Rapstar” do Polo G que tá em #1 no Apple Music e Spotify dos EUA. Mas meu lançamento favorito foi “Kiss Me More” da Doja Cat com Sza cujo clipe achei legalzinho.
  • Não teve novo Kid Cudi mas ele causou cantando de vestido no Saturday Night Live em uma homenagem ao Kurt Cobain.

meghan oprah

  • Guerra para o #1 no Hot 100 essa semana: “Leave the Door Open” de Bruno Mars com Anderson .Paak vs. “Montero (Call Me By Your Name)” do Lil Nas X.
  • Bombando no Disney Plus: nova série da Marvel, “The Falcon and the Winter Soldier”.
  • Bombando na Netflix: “Quem Matou Sara”, a série mexicana, é a mais assistida do mundo. Outros lançamentos badalados incluem as britânicas “The Serpent” e “The Irregulars”. Já a nova série espanhola, “Sky Rojo”, dos criadores de “Casa de Papel” parece tá passando um pouco despercebida…
  • Também na Netflix, “Thunder Force”, filme de comédia e ação estrelando Melissa McCarthy e Octavia Spencer e novos programas licenciados: o anime “Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba”; o drama coreano “Vicenzo” e a série estado-unidense “New Amsterdam”.
  • No Prime Watch, o destaque é o desenho animado adulto “The Invincible”, baseado no HQ de Robert Kirkman com as vozes de Steve Yeun, Sandra Oh e J.K. Simmons.
  • Na HBO Max, a novidade é a série original “Made for Love” que tem recebido boas críticas.

Positivity
Meu podcast favorito: “Feices” de Maqui Nobrega.

Músicas usadas no episódio:

  • “Ruff Ryders’ Anthem” – DMX
  • “Fiel” – Los Legendarios, Wisin, Jhay Cortez
  • “X Gon’ Give It To Ya” – DMX

Erratas

  • No podcast, falo que Messy Mya é uma rapper. Na verdade, ele é um homem.
  • Eu falo que Rian Johnson dirigiu “Jurassic World” e na verdade o confundi com Colin Trevorrow. Johnson de fato dirigiu “Star Wars: The Last Jedi” e Trevorrow iria ser responsável pelo Episódio III mas, devido a má recepção do filme de Johnson, ele foi substituído por JJ Abrams, uma aposta mais ‘segura’.
  • Eu disse que a Universal gastou 150 milhões de dólares recuperando os direitos de “The Office” para colocá-lo na Peacock. Na verdade, foi 500 milhões: 100 milhões por temporada.
  • O nome do filme novo da Warner Bros não é “Kong vs. Godzilla” mas sim “Godzilla vs. Kong”.

Minha mãe conheceu a Britney e pediu a calça dela

No episódio dessa semana, André conta algumas experiências insólitas de sua vida, como o dia em que a mãe dele insistiu para que Britney Spears tirasse a calça na frente dela ou quando o Mick Jagger cuspiu nele fazendo com que ele criasse sua consciência de classe.

Além disso:

“Framing Britney Spears”
Eu comento o documentário sobre a conservatorship da Britney Spears que está dando o que falar. Além de falar sua experiência de 21 anos observando a cantora pop, também explico o motivo pelo qual ele acha que os fãs dela foram coniventes em manter ela no inferno no qual ela se encontra.

O documentário “Framing Britney Spears” está disponível no Globoplay no Brasil e no Hulu nos EUA. Mas 10 anos atrás, eu já abordava muito que o documentário mostra em “O Assassinato de Britney Spears“, um post na primeira encarnação desse blog.

Demi Lovato: Dancing with the Devil
Marketing em cima de overdose e vício. Me pergunto até quando essa vai ser a única estratégia da equipe da Demi, que parece mais interessada em lucrar com os relapsos do que realmente se preocupar com a saúde mental e física da cantora.

A série de documentários está disponível no Youtube e o novo álbum está em todas as plataformas de streaming.

“Kid 90”
Ainda no tópico “jovens artistas e suas juventudes muito loucas”, assisti e comentei “Kid 90”, um documentário em que Soleil Moon Frye, a eterna “Punky, a Levada da Breca”, fala sobre sua juventude na década de 90. O documentário é recheado de cenas da década já que Soleil — que era amiga de todos os jovens atores do período, de Joey Lawrence a Leonardo DiCaprio — registrou toda década com sua câmera gravadora.

Eu vi o documentário no Hulu mas ele está disponível, com legendas em inglês e em espanhol, aqui.

Quem diabos é Olivia Rodrigo?
A maior popstar de 2021 nasceu em 2003, tem 18 anos, se chama Olivia Rodrigo e virou um fenômeno que só se vê uma vez a cada muitos anos.

Mas quem diabos é ela? De onde ela surgiu? No episódio dessa semana, eu explico a estratégia por de trás da explosão da jovem artista e analiso as estratégias que a ajudaram a alcançar o topo.

Sua primeira música a viralizar nas redes sociais, principalmente no TikTok, foi “All I Want” que ela escreveu para a série que estrela, “High School Musical: The Musical: The Series”.

“drivers license” foi a música que a transformou numa estrela A-list global. Destaque para a estética direto de “Kid 90” e para influência da Taylor Swift:

E o novo single “deja vu” trás mais do mesmo porque não se mexe em time que está ganhando:

Personagem da semana: Lil Nas X
Formado no Twitter, Lil Nas X é mestre na trollagem e trollar a direita conservadora cristã foi o objetivo do vídeo do novo single dele, “Montero (Call Me By Your Name)”.

Além de muitos tweets virais, a nova música ainda atraiu toda uma controvérsia com a Nike. Mas tudo valeu a pena: a música está prevista para estrear no topo da parada estado-unidense.


Positivity

As dicas da semana são o novo álbum de Justin Bieber, “Justice” e Rod Wave.

Rod Wave, icônico, é meu artista favorito do momento com seu chilled R&B. Nos EUA, ele viralizou organicamente e seu novo álbum bateu recorde de streaming, ofuscando artistas pop com orçamentos de marketing infinitamente maiores (chora Demi Lovato!).

Minhas músicas favoritas são “Heart on Ice” e “Rag 2 Riches”, além de todo o novo álbum dele “SoulFly”.

E outro destaque da semana é “Track Star” do rapper Mooski.

Opinião de merda
No momento mais importante do episódio, André enfrenta o lobby das tartarugas marinhas e sai em defesa dos canudos de plástico.

Diferente dos canudos de plástico, os canudos de papel do McDonald’s não são recicláveis.

Canudos de papel causam câncer, doenças de tiróide, puberdade precoce, diminuem o tamanho do pênis (!!) e podem danificar a função de imunidade.

Ted Lasso é bem legal, pena que representa tudo de errado com Apple TV+

O Tá Causando está de volta…. COMO PODCAST!

Abaixo, o texto do primeiro episódio transcrito com algumas modificações para a versão escrita:

Não sei ao certo como vou encaixar as peças do quebra-cabeça que será esse podcast. A ideia é alternar entre episódios mais estruturados analisando fenômenos específicos da cultura pop e outro mais freestyle onde comento os últimos acontecimentos e o que está bombando. Para os episódios estruturados, minha ideia é começar com uma série sobre a cada vez mais sanguinária guerra das plataformas de streaming.

Um assunto aleatório talvez? Na verdade não. Nada aleatório. Dizer que essas plataformas são o futuro… seria errado, né? Porque elas são um presente. Ou vocês vão me dizer que a maior fonte de cultura pop de vocês no momento não são as séries e filmes da Netflix? Principalmente no período em que estamos vivendo, com 2 anos de pandemia, sem cinema, sem show…

E não é só Netflix, né? A sensação é que a cada dia surge uma nova plataforma. Tem o Globoplay, fortíssimo em tempos de BBB. O Prime Video da Amazon. O Disney Plus da Disney. A HBO Go que em breve, como já aconteceu nos Estados Unidos, se torna a plataforma oficial de todo o grupo Time Warner e será rebatizada de HBO Max. E isso é só o começo, né? Vem aí a Star, a plataforma da Disney com séries e filmes mais adultos e esportes e, lá fora, todos os demais grandes conglomerados de mídia parecem ter seu próprio serviço. A Universal tem a Peacock, a Viacom tem o recém-lançado Paramount Plus e assim por diante.

Isso deixa as coisas bem confusas. Se eu quiser assistir Friends, por exemplo. Bom, eu não vou querer mas eu sei que vocês vão porque está aí uma série que ninguém nunca supera. E Friends, tal qual Sex and the City, Um Maluco no Pedaço, Game of Thrones, Batman e demais heróis da DC e tudo que vem da HBO ou do Cartoon Network deve estar em breve na HBO Max já que tudo isso é propriedade da Time Warner. Já RuPaul ‘s Drag Race, De Férias com o Ex, Bob Esponja, iCarly e tudo que pertence a MTV ou a Nickelodeon acabará na Paramount Plus. The Office, no momento, tem todas as suas temporadas no Prime Vídeo brasileiro mas é possível que em breve esteja na plataforma de sua dona, a Universal, tal como acontece nos Estados Unidos. Os Simpsons, filmes da Marvel? Disney Plus! Grey’s Anatomy? Star!

Às vezes, acho que a sociedade está andando para trás. Antes, tínhamos tudo graças a pirataria, não gastávamos 1 tostão e ainda fazíamos nosso protesto contra o capitalismo. Hoje em dia, a gente paga um monte de serviços diferentes e entra em desespero quando não conseguimos achar Harry Potter em nenhum deles.

Com essa proliferação de plataformas, vamos voltar aos velhos tempos do download ilegal? As mentes mais maliciosas vão dizer que sim, mas a verdade é que já nos acostumamos com a comodidade que é ter tudo de maneira legal, fácil, com qualidade de imagem alta e legendas garantidas. Por outro lado, também estávamos acostumados com ter tudo ali reunido na Netflix. E essa realidade está cada vez mais distante. O consumidor vai se revoltar? Qual é exatamente a estratégia de todas essas companhias para fazer a gente abrir nossas carteiras?

Essas são algumas perguntas que quero responder, mas hoje, vamos focar em uma plataforma em específico. Hoje  o assunto é Apple TV+. E sobre como uma série que todo mundo tá amando, tá sendo premiada e tá alcançando todos os objetivos sonhados pela plataforma … também explica bem o motivo pelo qual a Apple TV+ nunca dará certo.

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