Kausando na krise: para as Kardashians, o céu é o limite.

irmaskardash

Lembram da época que os reality shows reinavam na TV e na cultura pop americana? Eu cobri bastante esse tempo na primeira encarnação desse blog. Pois bem, esse período acabou: ainda existem dezenas deles no ar mas a saturação fez com que uma parcela considerável do público perdesse o interesse e faz anos que nenhum canal produz uma nova franquia excepcionalmente bem sucedida. Além disso, a quantidade de estrelas de reality fazendo besteira, dando dor de cabeça aos produtores e chefes do canal e colocando as franchises lucrativas que elas protagonizam em perigo não para de aumentar (e, né? That’s what you get quando você dá programa de TV para um monte de gente doida). E todo o esforço que implica em manter os reality stars na linha pode até trazer números bons mas dá zero aclame e prestígio, principalmente se comparado com ficção, e todo mundo sabe que anunciante$$ amam prestígio e odeiam polêmica. Então, as emissoras estão investindo cada vez menos no segmento de “””realidade””” (usando a palavra de forma bem liberal) em função de um maior investimento em ficção (mesmo esses sendo beeeem mais caros de produzir). Afinal, é isso mesmo o que o público está querendo. Isso se reflete na lista dos mais vistos da TV a cabo, antes dominadas por realities, e hoje povoada pelos fenômenos de audiência The Walking Dead (AMC) e Game of Thrones (HBO) e também por Sons of Anarchy (FX); American Horror Story (FX) e diversos outros. Até canais que investiam quase que puramente em reality — MTV, Bravo, E! — estão se rendendo e produzindo séries.

Como baratas depois de um ataque nuclear, as Kardashians — as grandes estrelas dessa era reality que assolou os EUA e o resto do mundo — continuam firmes e fortes. Alias, apesar dos pesares, elas estão mais fortes, mais famosas e mais relevantes do que nunca. Não, elas não passaram incólumes pela crise: Keeping Up with the Kardashians, a nave mãe do fenômeno K, também sofreu com a queda de audiência do gênero e não tem mais os números monstros que obtinha em 2010 e 2011. Por outro lado, elas continuam as grandes estrelas do E! e, dentro da emissora, o poder delas só aumenta: apesar dos números mais discretos, elas são, de longe, a maior audiência da rede que, faz anos, não consegue emplacar nenhum outro reality (a não ser os infinitos spin-offs do klã como Kourtney & Khloe Take Miami; Kim & Kourtney Take New York; Kourtney & Khloe Take the Hamptons etc) e que, ainda por cima, perdeu grande parte das suas outras estrelas rentáveis (com a morte de Joan Rivers, o Fashion Police entrou em caos e, com a saída de Chelsea Handler, o E! não tem mais uma faixa late night altamente lucrativa) fazendo com que a família se tornasse quase que as donas do canal. Já dá para mudar o nome do E! para K!, não acham?

Mas qual o segredo do klã para se manter no topo, mesmo com todas as mudanças no panorama pop? Basicamente, um pacto com demônio uma baita habilidade para dominar a mídia e bombar nas redes sociais. No post a seguir, vamos analisar os três trunfos que tem mantido a família no topo da cadeia alimentar das celebs, mesmo depois de 7 anos (!!) de superexposição. Quer saber o segredo? Então continue reading.

Continue reading “Kausando na krise: para as Kardashians, o céu é o limite.”