How-to: Como ser a revelação musical fenômeno do ano no Reino Unido

Leia antes: A cena musical britânica e sua constante renovação

No post anterior, fiz um repasse detalhado das renovações da cena musical britânicas e das revelações que aparecem ano após ano. E agora, vim ensinar como você também pode seguir os passos de Adele e Ed Sheeran e se transformar no novo fenômeno de vendas do Reino Unido rssssss

Mas falando sério, ao longo de meus anos de observação, percebi que existe uma receita para que as grandes apostas das gravadoras atinjam o seu máximo potencial. Essa receita acaba sendo, na verdade, um ótimo insight da indústria britânica como um todo. Por isso, acho interessante dividir com vocês as várias etapas que ajudaram Sheeran, Sam Smith dentre vários outros a alcançar sucesso meteórico com seus primeiros álbuns.

  • Antes do público, conquiste a indústria: Isso foi essencial para absolutamente todos os ganhadores do Critics’ Choice, afinal de contas, nenhum deles teria ganho o prêmio se eles não tivessem executado esse passo à perfeição. Ser bem conectado dentro do biz é necessário para que tudo esteja alinhado a favor do artista no momento que este tiver a chance de lançar um álbum. Glynne, Jessie J e Emeli Sande conheceram os produtores por detrás de seus sucessos através de carreiras como compositoras. Florence, Bay e Smith também faziam parte do inner circle musical fazia tempo. Além disso, ter essas conexões é importante para conseguir reuniões, fazer shows privados para executivos tanto nos EUA quanto no Reino Unido, ter  early buzz nas principais rádios e na BBC e para, quem saber, ser convidado para ser vocalista convidado em algum hit em potencial, o que nos leva a outro ponto…
  • Hits pré-estreia aumentam seu valor no mercado: Ser vocalista convidado em canções de sucesso aumentam o interesse do público e garantem airplay do material solo do artista nas grandes rádios. Jess Glynne, Emeli Sandé e Sam Smith tiveram impulso enorme graças a participação deles em number one hits de outros artistas e produtores antes de suas estreias oficiais.
  • Tente cultivar uma fanbase antes da seu primeiro single oficial: Lance mixtapes, disponibilize seu trabalho na internet, consiga buzz através de shows pequenos, cante em festivais. Foi assim que Ed Sheeran conseguiu um top 5 hit de imediato quando finalmente teve chance de lançar “The A-Team” mas também funcionou muitíssimo bem para Lily Allen, James Bay, dentre vários outros. Outro bom meio para ganhar divulgação é o BBC Introducing, que destaca novos talentos e dá espaço para novatos tanto na Radio 1 quanto em palcos especiais em festivais de grande porte como Glastonbury, T in the Park, Leeds and Reading e o próprio evento da estação, Radio 1 Big Weekend. Foi através do Introducing que Bastille, George Ezra, Florence & the Machine e Jake Bugg foram apresentados ao público.
  • Tenha credibilidade (ou a ilusão de ter): Mesmo que você seja uma artista puramente pop comercial, como Jessie J, é sempre um bônus criar a ilusão de que você é um ~artista de verdade~ que acrescenta algo de novo a cena. Fazer a estréia no Jools Holland — um programa bastante popular entre music snobs e conhecido por destacar música boa e musicos autênticos — é um ótimo começo e foi a plataforma de lançamento de basicamente todas as revelações citadas nesse post. Ser incluso no line-up do Glastonbury e outros festivais mais “sérios” também é muito bom, assim como ter alguma cobertura na imprensa especializada. Outro ponto importante: ganhar destaque na Radio 1, a rádio da BBC que, apesar de ser comercial, também tem credibilidade. Seja hyped pelas personalidades da emissora e tente aparecer no Radio 1 Live Lounge — onde artistas cantam versões stripped down de seus hits e fazem covers de sucessos de terceiros — para mostrar sua versatilidade e dotes vocais.
  • Mas também seja comercial: A Radio 1 é um bom começo mas, para ter um hit, é essencial ter airplay nas rádios top 40 comerciais, sobretudo a Captial FM, a estação líder entre jovens. Para isso, claro, a música tem que estar de acordo com as tendências do momento. Televisão também é muito importante: é preciso ir em pelo menos um talk-show de destaque (Graham Norton na BBC1 é o mais cobiçado mas Jonathan Ross na ITV também é uma boa alternativa) e, para os que tem estomago, The X Factor segue sendo um prime spot de divulgação, mesmo em plena decadência. Cantar no evento anual de caridade da BBC — Children in Need ou Comic Relief — é ótimo mas ainda melhor é uma música sua escolhida como o “single oficial” do evento (como aconteceu com Sam Smith; James Bay; Ellie Goulding e Jess Glynne). Além de Glastonbury, não dá para dispensar festivais mais comerciais — como o V Festival — e eventos grandiosos organizados pela rádio. O Radio 1 Big Weekend é um must mas o Capital FM Summertime Ball ou o Capital FM Jingle Bell Ball também são um big deal, principalmente para os que tem uma sonoridade e imagem mais pop.
  • Para pais e filhos: Os jovens gostarem de você é muito importante mas, para vender muito, é bastante útil ter as mães e os pais e os tios e as tias do Reino Unido inclinados a comprar sua música, afinal são eles que mais compram CD. Aparecer na TV, claro, ajuda o artista a atingir esse público mas os singles têm que ser atuais o suficiente para estar na Capital FM mas também melódicos na medida certa para conseguir airplay nas rádios voltadas ao público acima dos 30, como Radio 2, Magic ou Heart. Ou seja, evite ter um guest rapper. E cuidado: exposição em rádios adultas é bom para vender CD mas, se você quiser manter a imagem de hip e cool, não se associe demais a esse público. Evite, por tanto, eventos “de velho”. Entrar na playlist da Radio 2 é bom mas deixe o Radio 2 Live in Hyde Park, o grandioso evento organizado pelo estação, para Elton John; Rod Stewart e Bryan Adams ou para artistas que os jovens já decidiram que não querem mais (tipo Leona Lewis). O lugar do artista cool é no Radio 1 Big Weekend.
  • Tenha ambições de conquistar a América: O artista precista ter ambição e a confiança de que conseguirá penetrar o mercado dos EUA. A verdade é que ele provavelmente não conseguirá, mesmo se tiver obtido grande sucesso no Reino Unido, mas todos os A&R de gravadoras e empresários só apostam em que eles acreditam que tem chance de conquistar a muitíssimo valiosa Terra do Tio Sam. Esteja disposto para ir no programa da Ellen, em programas matinais e late night talk shows e shows de rádio e e shows para executivos do outro lado do Atlântico. Conseguir um slot para cantar no Saturday Night Live já é meio caminho andado e você já pode se considerar vitorioso se conseguir um top 10 hit ou uma indicação a Best New Act no Grammy.
  • Timing é tudo: O álbum deve ser lançado bem próximo de um single bem pancada, que tenha probabilidade altíssima de virar hit e represente o som e a vibe do artista. Stay with Me de Sam Smith e Hold my Hand de Jess Glynne e Hold Back the River do James Bay e Next to Me de Emeli Sandé e Starry Eyed de Ellie Goulding foram todos lançados bem próximos aos respectivos álbuns. Por outro lado, o CD de Tom Odell chegou as lojas meses depois de Long Way Down, o maior hit dele, o que possivelmente colaborou para que as vendas não fossem tão altas quanto esperado.
  • Corra para o abraço: Caso você obtenha sucesso nos passos acima, você será convidado para uma grandiosa performance no BRIT Awards do ano seguinte ao lançamento do seu álbum e, quiçás, ganhara um prêmio. Possivelmente, será o ápice da sua carreira, então aproveite. Os mais sortudos conseguiram sustentar o sucesso por mais álguns álbuns ou algum tipo de sucesso nos EUA, mas não todos. Boa sorte!
Advertisements

The Great British Fuck Up

great-british-bake-1

2016 não está sendo um ano fácil no Reino Unido. Para começar, o país decidiu, num voto histórico e apertado, deixar a União Europeia, o que causou a maior crise política da história recente do país, além de muita incerteza e angustia. Como se isso não fosse o suficiente, outra decisão chocante está causando revolta. Em setembro foi anunciado que, a partir de 2017, The Great British Bake Off, o programa de TV mais popular do país, deixará a programação da BBC. A competição de confeiteiros migrará para uma emissora comercial, arriscando assim perder a essência que fez dele um fenômeno.

As duas situações, claro, são bastante diferentes entre si e a comparação tem fins humorísticos. Mas nem tanto assim: o fim da jornada do Bake Off na BBC1 realmente foi uma notícia que, num ano difícil, caiu como água fria na população. Comparações entre a mudança de canal e o Brexit foram lugar comum na mídia e nas redes sociais.

O reality culinário começou sua jornada na BBC2 antes de migrar para o canal principal da emissora pública em 2014, depois de 4 anos de popularidade crescente. Desde então, se estabeleceu como a emissão mais vista do país, obtendo números de audiência que pareciam inimagináveis no cenário fragmentado e concorrido do mundo contemporâneo. A final da temporada passada teve 15.6 milhões de espectadores, de longe a maior audiência de 2015.

Em termos de repercussão, Bake Off ultrapassou o burburinho causado pelo The X Factor em seu ápice, entre 2008 e 2012. Em termos de audiência, também. Como já falei antes, o apelo do programa de competição culinária é oposto ao grandioso show de talento da ITV1: a ausência de drama e exageros.

The Great British Bake Off é um programa relaxante e minimalista, onde os confeiteiros se ajudam entre si, os jurados sempre fazem críticas positivamente construtivas, o cenário é bucólico e em tons pastéis e todo mundo parece estar se divertindo e tirando máximo proveito da experiência. Momentos de tensão ou de conflito são raros e a competição preza por um clima enormemente otimista.

Com sua doçura e celebração da diversidade da população britânica, Bake Off é um antídoto perfeito em tempos de incerteza, xenofobia, recessão e crise política. De fato, a atual temporada, que está sendo exibida pela BBC1 desde o fim de agosto, tem obtido recordes históricos de audiência (algo notável dado os já gigantescos números das temporadas passadas).

A mudança para outro canal coloca em risco toda essa dinâmica, cuidadosamente cultivada pela BBC. Por isso, a notícia foi bastante mal recebida pelo público britânico.

Acabou-se o que era doce?

No dia 12 de setembro, a BBC anunciou, através de um comunicado em tom amargo, que, por decisão da produtora, The Great British Bake Off mudaria de emissora: “Junto com a Love Productions, nós investimos [no programa] e o transformamos no enorme sucesso que ele é hoje. Fizemos uma oferta considerável para mantê-lo na nossa programação mas não chegamos a um acordo monetário. Os recursos da BBC não são infinitos”.

A nota acabava com um apelo: “GBBO é um programa feito pela BBC e temos a esperança de que a produtora mude de ideia para que Bake Off possa continuar sendo exibido sem anúncios na BBC One”.

Mas alas, não era para ser. Algumas horas mais tarde, foi confirmado que o programa mais popular do Reino Unido migraria para o Channel 4. Apesar de também ser um canal público, a emissora é mantida através de publicidade, diferente da BBC cujos recursos são frutos das taxas e do license fee pago pelos cidadãos do país. Sem a necessidade de prestar contas para a população, a emissora ofereceu mais de 25 milhões de libras por ano pelo formato, 10 milhões acima do valor que a Beeb estava disposta a desembolsar. O contrato é válido por 3 anos.

O risco da mudança, porém, era bem claro para todos: modificar a formula ganhadora que transformou o programa em um fenômeno social.

O anúncio da transição mal tinha sido feito e Sue Perkins e Mel Giedoryc, as amadas apresentadoras, confirmaram que não concordavam com a mudança e, por tanto, não continuariam na atração. A dupla, que nunca perde a oportunidade de fazer bem-humorados trocadilhos, divulgou um comunicado em que diziam que não iriam “follow the dough. Dough significa, literalmente, massa de confeitaria mas também é uma gíria para dinheiro.

A decisão firme delas — que não aceitaram nem ouvir a proposta milionária dos donos do formato — foi lamentada mas também bastante elogiada. “Muito respeito as duas”, escreveu o badalado ator e apresentador James Corden no Twitter.

O impacto da notícia ficou ainda mais claro na manhã seguinte: o fim de Bake Off na BBC foi manchete em literalmente todos os periódicos, desde os tabloides como The Sun, Mirror e Daily Mail até os títulos mais sérios e respeitáveis, como o The Guardian e o The Times.

Na semana seguinte, a cartada final: Mary Berry, a celebrada cozinheira e a mais querida dentre os jurados, também confirmou que não iria continuar no programa por lealdade a BBC. Novamente, a decisão causou frustração mas o consenso foi que ela fez a coisa certa. “Eu quero que Mary Berry apareça nas notas de 20 libras”, sugeriu um usuário no Twitter (no começo do ano, foi decidido que o pintor William Turner estamparia as notas). Outro usuário reimaginou a oração do Ave Maria e a dedicou a cozinheira televisiva enquanto mais um concluiu que a saída dela do programa era a prova cabal que o apocalipse tinha chegado.

Com a saída de Mary, foi confirmado que o único integrante original que seguiria na atração era o chef Paul Hollywood, indiscutivelmente o menos popular do time.

Sem suas principais estrelas, a questão na mente de todos é: qual o sentido dessa mudança a longo prazo? Vale a pena desembolsar mais de 75 milhões de libras por um formato e, no processo, perder o elenco responsável por fazer com que o programa seja tão valioso?

São perguntas que a maior parte do público preferiria que não estivessem sequer sendo feitas. Mas, mesmo a contragosto, a partir de 2017 elas serão respondidas.

Read more: Por ser, de longe, o maior programa da TV britânica, a mudança de canal do GBO causou uma controvérsia brutal. Mas o mercado televisivo britânico é enormemente competitivo e feroz e casos como esse não são tão raros. Leia mais  para saber de algumas disputas recentes.

Continue reading The Great British Fuck Up

Causando nas Paradas: Dominação escandinava

O sueco Max Martin é, sem duvida nenhuma, o produtor mais influente e poderoso da música popular moderna, tendo sido responsável tanto pelos hits definidores de Britney Spears e dos Backstreet Boys no fim dos anos 90 quanto pelos sucessos inescapáveis contemporâneos de Taylor Swift, Katy Perry, The Weeknd, Maroon 5 e inúmeros outros. Por sua vez, grande parte do repertório estourado de Rihanna veio dos estúdios dos noruegueses do Stargate.

Baseado apenas nesses dois, já dá para comprovar que a mágica escandinava é elemento essencial no sucesso de 99% dos nomes mais estourados da música pop global. Recentemente, porém, a Escandinávia parece ter cansado de ficar apenas nos bastidores e está começando a invadir o palco principal.

Estrelas provenientes da região estão dominando as paradas dos mercados mais influentes do mundo e, cada vez mais, os charts da Noruega, Dinamarca e, principalmente, da Suécia são indicativas de futuros sucessos internacionais.

A banda dinamarquesa Lukas Graham (capitaneada, coincidentemente, por Lukas Graham) é um grande sucesso na seu país de origem desde o seu debut, em 2012. Mas, no fim de 2015, a música 7 Years virou o primeiro chart-topper deles no país vizinho, Suécia. E, se a Suécia aprovou, grandes chances do resto do mundo também abraçar.

Voila. Essa semana, a música completa 1 mês no topo da parada de singles do Reino Unido, o mercado mais influente da Europa. O single também acaba de alcançar o primeiro lugar no iTunes dos EUA, obviamente o maior mercado fonográfico do universo.

Em dezembro de 2015, antes de 7 Years acontecer mundo afora, a canção já tinha sido desbancada na Escandinávia pelo DJ norueguês Alan Walker. Faded foi o primeiro lançamento de Walker, que tem apenas 18 anos (!!!!), e foi imediatamente para o primeiro lugar das paradas na Suécia, na Dinamarca e em sua Noruega natal.

Com o seu sucesso explosivo instantâneo, Walker demonstra seu potencial para se transformar numa mega estrela da EDM (electronic dance music) junto com outros nomes locais como Kygo (da Noruega), Avicii (o sueco é a maior estrela do gênero) e os aposentados da Swedish House Mafia que foram diretamente responsáveis por dar o gás necessário para transformar a música eletrônica em um dos gêneros mais lucrativos e populares da atualidade.

Depois de estourar na Escandinávia, o DJ começou 2016 alcançando o topo de todos os demais países europeus. Recentemente, chegou ao primeiro lugar na Alemanha, o terceiro maior mercado fonográfico ocidental, onde quebrou o recorde histórico de streaming, com 3.7 milhões de plays em plataformas como Spotify e Deezer em uma semana. No Reino Unido, a música ainda não chegou ao top 20 mas, essa semana, ela foi oficialmente inclusa na playlist da Radio 1, a estação de rádio mais influente do país.

Finalmente temos Zara Larsson. A loira, que parece ter nascido pronta para a fama pop, também tem apenas 18 anos e, através das redes sociais, mostra ser muito mais do que apenas um rostinho bonito, com seu feminismo e defesa de imigrantes e refugiados.

Na sua Suécia natal, ela já é popular faz bastante tempo, tendo sido revelada num programa de talento local e tendo atingido o topo da parada pela primeira vez com a balada Uncover, um gigantesco hit em 2013

Em junho de 2015, ela voltou para o primeiro lugar em seu país: a upbeat Lush Life foi um dos grandes hits de verão no país. Meses mais tarde, mais um mega-hit com Never Forget You, uma colaboração com o britânico MNEK. Ambas as canções também arrasaram por todo o resto da Europa e Lush Life inclusive chegou ao topo na Alemanha.

Agora, Larsson parece estar pronta para conquistar o mundo. No Reino Unido, a menina tem duas canções no top 5: Girls Like, sua colaboração com o rapper Tinnie Tempah e, algumas posições acima, seu megasucesso solo Lush Life. No fim do ano passado, Never Forget You passou semanas no top 10 e já vendeu mais de 600 mil unidades.

Agora, Zara está de olho no maior mercado de todos. Lush Life está sendo inclusa nas playlists das principais estações top 40 dos EUA, como a Z100 nova-iorquina e KIIS de Los Angeles. Enquanto a canção está escalando os charts, Never Forget You, seu hit dance com o MNEK, acaba de penetrar o top 10 do iTunes estado-unidenses. Além disso, ela foi nomeada o rosto de uma nova campanha de marketing da gigantesca de beleza Clinique. Nada mal.

Qual será o próximo mega hit? A dica é ficar de olho no chart da Suécia no Spotify.

Worth noting: o Spotify, responsável por mudar a maneira que as pessoas escutam música em todo o mundo (streaming já é até contabilizado nas principais paradas mundo afora), é outra criação sueca. No país, mais de 90% do consumo de música é feito através do aplicativo.

A plataforma, cuja sede fica em Estocolmo, é uma grande entusiasta de atos escandinavos. O  DJ sueco Aviccii, a maior e mais bem paga estrela da região atualmente, aponta o serviço de streaming como peça chave na sua explosão global. Atualmente, o Spotify promove com entusiasmo Zara Larsson, Lukas Graham e Alan Walker, os colocando em playlists proeminentemente (como a Today’s Top Hits, com mais de 7 milhões de seguidores) e dando destaque a eles em sua página inicial.

De Max Martin ao Spotify aos popstars que dominam as paradas da atualidade, parece que o Scandinavian musical takeover não vai parar tão cedo.